Plantas: amar é cuidar


Vários textos e artigos sobre cuidados com plantas são encontrados na internet. Mesmo assim, as pessoas sempre procuram o atelier Zoé  pedindo dicas sobre o modo de cuidar dos vasos em casa.

Estas recomendações, portanto, são específicas para o cuidado de plantas cultivadas em vaso e dentro de casa.

  1. LUZ / LOCAL

 Antes de levar uma planta para casa, faça um planejamento de onde quer colocá-la e depois escolha a planta adequada para aquele local. Esta seria a opção ideal, mas nem sempre é assim que acontece. As vezes somos fisgados por elas (rsrs). Então se você se apaixonou por alguma planta nas feiras do atelier Zoé e quer levá-la para sua casa, você precisará escolher o melhor canto da casa para aquela planta.

Saiba, existem plantas que precisam de muita luz e sol e outras que precisam de luz sem sol, ou seja, demanda apenas claridade. Conhecemos pouquíssimas espécies que sobrevivem em locais com pouca luz, se este for o caso, não deixe de levá-la para dar uma arejada perto da janela ou no pilotis do prédio.

Locais com ar condicionado e com pouca luz dificilmente poderão receber uma variedade grande de plantas. Nestas condições, escolha um cactos ou uma Zamioculcas zamiifolia, pois esta planta africana, da família das Arácias (a mesma dos Antúrios) é a planta mais curinga para escritórios, dos desapegados por plantas, ou descuidados, enfim, elas sobrevivem de qualquer maneira, pois não precisam de muita água, nem de muito cuidado e adoram sombras.

Muitos nos pedem suporte para cultivo de ervas e afins, mas lembre-se as ervas precisam de sol. Pense numa horta, onde você a imaginou? No quintal, na fazenda, nos fundos de uma casa de campo, enfim, locais que recebem muito sol, de maneira direta, então, cultivar ervas na cozinha é uma tarefa árdua, principalmente se você quer começar pela semente. Nossa dica é: compre mudas e mantenha-as nos vasinhos onde já estão com seus nutrientes calculados, não se descuide delas: regue, pode e adube.

  1. ÁGUA/ LIMPEZA

Plantas precisam de rega regular. Falamos de 3x por semana, no mínimo, mas molhe até vazar a água e se for possível não as cultive com pratinhos, pois além de não ver o tanto que molhou, irá correr  o risco de atrair insetos e larvas. Por isso, os suportes da Zoé servem para que a água escorra dos vasos à vontade, mantendo a terra úmida, porém não encharcada.

Em períodos quentes, coloque o dedo na terra para ver a umidade e regue sempre que achar seco. Apenas cactos e suculentas precisam de menos água, mas não se engane, também as suculentas gostam de uma rega regular com pouca água.

Principalmente as plantas de folhagens verdes e mais tropicais precisam de um banho de vez em quando. Lave as folhas empoeiradas e sempre borrife água para mantê-las úmidas, mas isso não é válido para suculentas, ok?

Já percebemos que as plantas morrem mais por falta de água do que por excesso, hum, acho que podemos fazer uma enquete :).

  1. NUTRIENTES/ ADUBAÇÃO

Este assunto é sério e importante.

Cada nutriente possui uma função específica dentro da planta:

Macronutrientes: Nitrogênio é o nutriente do crescimento; Fósforo do enraizamento; Potássio do florescimento, frutificação e saúde da planta; Cálcio da formação do tecido (pele) da planta; Magnésio do enverdecimento, fotossíntese e Enxofre do metabolismo vegetal.

Micronutrientes: Boro é o nutriente que reduz o abortamento de flores e frutos; Cloro participa da fotossíntese; Cobre da sanidade vegetal e cura de doenças; Cobalto da saúde radicular; Ferro da fotossíntese; Manganês da fotossíntese; Molibdênio do metabolismo vegetal; Níquel do metabolismo das Orquídeas e Zinco do crescimento radicular.

A adubação foliar (química) é a mais interessante para os vasos, nela o nutriente está dissolvido na água. A planta possui, em suas folhas, diminutas bocas chamadas estômatos que servem para absorver os nutrientes. Ao absorver a água, ela absorve os nutrientes também. É a melhor adubação, pois não há desperdícios, o excesso de fertilizante líquido nas folhas escorre para ser absorvido pelas raízes no solo. Então, escolha essas soluções prontas, dilua na água e borrife na planta 1x por mês.

Mas, a adubação pode ser orgânica ou química. Quando optamos pelo modo orgânico recomendamos que use Humus de minhoca, esterco animal (esterilizado), casca de ovos trituradas ou farinha de ossos e revolva a terra colocando um composto destes misturado a ela. Suas plantas irão também adorar.

Nos períodos em que a planta está adormecida, esperando a primavera, em geral em junho/julho, experimente a adubação orgânica somada a química e  experimente colocar um pouco de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) que são vendidos em floriculturas para a adubação radicular, ou seja, aquela que leva os nutrientes para raízes.

O NPK é classificado pelos números que dizem respeito às quantidades de cada elemento da fórmula. As composições mais interessantes para os nossos vasos da Zoé serão: o 10-10-10, para plantas em fase de crescimento e o 04-14-08 para aquelas em floração. AO UTILIZAR O NPK DISTANCIE-SE DA RAIZ E RESPEITE RIGOROSAMENTE AS QUANTIDADES SUGERIDAS PELO FABRICANTE. “Remédio demais é veneno” :).

 4.PODA

As plantas precisam ser examinadas e cutucadas, faz parte do cuidado. Tire com os dedos as folhas secas, galhos secos. Faça uma poda, de vez em quando, elimine os galhos mais grossos, porque eles “roubam” os nutrientes e enfraquecem os demais. Pode podar à vontade as folhas amarelas, as secas ou aquelas que apresentam algum elemento estranho (manchas pretas, brancas ou cochonilhas e pulgões).

  1. MUDAR DE VASO

Mesmo  que você siga as regras de adubação regular, chega um momento que aquele solo fica prejudicado, as raízes não têm espaço para crescer e não conseguem se nutrir como deveriam. Neste caso, você vai precisar de trocar o vaso, transplantando sua planta.

Quando? Assim que…

 - as raízes começarem a sair pelos furos da drenagem.

 - as raízes estiverem na superfície da terra.

- perceba que o vaso está pequeno em relação à planta.

 - as flores forem poucas ou nem aparecerem.

 - as folhas começarem a surgir com “defeito” ou muito pequenas em relação ao tamanho que deveriam ter.

 - as raízes acabarem formando um bloco emaranhado compacto.

Para finalizar: não se culpe, só não perde plantas, quem não tem plantas. Plantas de vaso, cultivadas em casa, podem adoecer, é natural. Não vá desistir por isso, basta começar de novo. E para as novas amigas verdes: www.zoeatelier.com.br!

  1. PRAGAS

Como o próprio nome diz, as pragas são o terror de quem cultiva plantas, mas hoje já existem vários produtos no mercado que ajudam a matar esses inimigos.

Uma dica legal é o inseticida natural chamado óleo de Neem ou óleo de Nim como é popularmente (e erroneamente) conhecido. Ele é um óleo vegetal, feito da extração dos óleos essenciais, das sementes e dos frutos do Neem. Seu uso foi descoberto na Índia, onde é utilizado até os dias atuais, na fabricação de cosméticos e até de remédios. Esse curinga, no nosso caso, tem a função de inseticida. Assim como o Neem, o pó de fumo também serve para combater várias pragas. Mas, antes de tratá-las com esses elementos naturais, remova os pulgões e as cochonilhas, com algodão embebido em vinagre ou água e depois borrife essas substâncias.

Hum, acho que vale um post só sobre nossos inimigos, e você?